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As alergias são reações exageradas ou hipersensibilidades do sistema imunológico a determinadas substâncias estranhas ao organismo, sendo os alimentos, em alguns casos, o agente desencadeador dessa reação. Quando uma pessoa alérgica é exposta a determinado elemento que causa alergia, ativa o sistema imunológico, que cria anticorpos para destruir a substância causadora do mal.

Essas alergias são frequentemente desencadeadas por proteínas do leite da vaca, ovo, trigo, carne de vaca, frango ou peixe, amendoim, milho, e mais raramente, às proteínas contidas nos legumes, verduras e frutas.

Já a intolerância alimentar é uma reação adversa aos alimentos, mas que não envolve o sistema imunológico e não apresenta base psicológica, podendo ser resultado de fatores etiológicos e fisiopatológicos, como contaminação, reações farmacológicas, tóxicas, metabólicas, neuropsicológicas. Um dos principais exemplos de intolerância alimentar, é a intolerância à lactose, que vamos explicar conforme descreve o texto.

Apesar das diferenças, muitas vezes as manifestações da intolerância e da alergia alimentar se confundem. Nesses casos, utiliza-se o termo falsa alergia alimentar.

Essas reações são mais comuns em crianças pequenas, por isso é necessário uma vigilância na alimentação de seus filhos e, na alimentação da mãe, no caso do aleitamento materno exclusivo. Elas costumam ocorrer nos primeiros seis meses de vida, e geralmente afetam crianças que receberam o aleitamento materno por um período muito curto ou aqueles que não foram amamentados naturalmente. Pode-se observar alguns pontos que se destacam em crianças que sofrem de algum tipo de alergia ou intolerância alimentar como: regressão dos sintomas com a exclusão do alimento suspeito, retorno dos sintomas com a reintrodução do alimento e histórico familiar.

A dieta da exclusão, por enquanto é a terapia comprovada para problemas desse tipo, observar os rótulos dos alimentos também é fundamental para que a criança não faça uso de elementos causadores de males para o organismo. A probabilidade do desaparecimento dos sintomas parece depender da aceitação da dieta de exclusão e do alimento específico que provoca os sintomas. As alergias ao amendoim, nozes (oleaginosas em geral) peixes e a outros frutos do mar são as de maior duração, possivelmente persistindo por toda a vida.

É recomendável que crianças alérgicas sejam submetidas ao desafio alimentar a cada 1 ou 2 anos. Crianças com alergia múltipla devem ser encaminhadas para um profissional Nutricionista para que a dieta de eliminação da criança seja nutricionalmente adequada.

Já no caso dos bebês menores, que se alimentam exclusivamente de leite materno, é perfeitamente possível continuar com o aleitamento, então, a mãe que deverá fazer uma dieta restritiva, se for ao leite, deve-se restringir leite e derivados, incluindo traços, bem como demais alimentos que possam estar implicados. É possível comer pão, bolo, tortas e levar uma vida muito saudável sem leite. Hoje em dia, já temos vários produtos com isenção de determinadas substâncias no mercado, onde citarei ao final da publicação, uma opção a mais para as mamães leitoras do blog.

  • Para ficar mais claro, vamos exemplificar então qual a diferença entre a intolerância a lactose e a alergia ao leite de vaca:

Essas duas patologias são frequentemente confundidas pelo fato de ter um alimento causador em comum: o leite, mas são bem diferentes entre si e ambas necessitam de acompanhamento médico e nutricional.

A Intolerância à lactose ocorre porque o organismo não produz ou produz pouca quantidade da enzima lactase, responsável pela digestão da lactose. A falta dessa enzima favorece o acúmulo da lactose no intestino, onde atrai água, ocorre fermentação por bactérias, provocando diarréia, gases, cólicas e distensão abdominal. Pode ser genética ou surgir em outras situações. Geralmente quando persiste, tende a piorar com a idade.

A Alergia ao leite de vaca ou alergia à proteína do leite, como é conhecida por muitos, ocorre pela presença de algumas proteínas do leite que são identificadas pelo nosso sistema imunológico como um agente agressor, desencadeando vários sintomas desagradáveis, como: diarréia, gases, cólicas, distensão abdominal, lesões na pele, dificuldade de respirar, pequeno sangramento intestinal, entre outros. Ocorre mais agressivamente nos primeiros anos de vida, principalmente na transição do leite materno para o leite de vaca ou fórmulas infantis, em bebês menores de 6 meses de vida. Os sintomas tendem a diminuir com passar dos anos.

Se ocorrerem sintomas como os descritos acima, é importante procurar ajuda e diagnosticar rapidamente para que se inicie o tratamento correto, pois na intolerância é necessário excluir ou ingerir baixa quantidade de alimentos que contenham lactose (depende o grau de intolerância), já na alergia ao leite de vaca é excluída a ingestão de qualquer proteína do leite ou alimentos que contenham frações desta, para evitar o desencadeamento do processo alérgico.

A alergia à proteína do leite de vaca afeta entre 2% e 7,5% das crianças, especialmente nos primeiros meses de vida. A imaturidade do aparelho digestório natural nos dois primeiros anos de vida, e o sistema de defesa do corpo também imaturo nessa idade, são fatores importantes para o desenvolvimento da APLV.

A Academia Americana de Pediatria (AAP) e a Sociedade Europeia de Gastroenterologia Pediátrica, recomendam a exclusão total de qualquer produto ou fórmula que contenha a proteína intacta ou parcial do leite, além de leites de outras espécies, como cabra e ovelha.

Alimentar uma criança é uma das tarefas mais delicadas para os pais. Com uma grande variedade de alimentos encontrados no mercado fica difícil controlar a dieta das crianças sem a presença de alguns vilões para a saúde dos pequeninos. Doces, bolos, biscoitos recheados são bons exemplos. A melhor opção, sempre, é o bom exemplo dos pais. Pais com uma alimentação regrada terão filhos com alimentação saudável e adequada. Fazer boas opções na hora das compras implicará diretamente na saúde de toda a família.

Para finalizar, deixo aqui uma dica: para quem mora aqui na cidade de João Pessoa, temos várias lojas especializadas em Produtos para portadores de alergias, intolerâncias, entre outras patologias. No Bairro do Bessa, temos a Loja de Produtos Naturais – Armazém Fit, onde você encontra uma boa variedade de alimentos naturais, também voltados para determinadas patologias. A loja fica localizada na Av. Fernando Luiz Henrique dos Santos, nº 2340 – Sala 08, Ed. Comercial Bessa Center, onde conta com Nutricionista no local, para que possa tirar suas dúvidas e lhe prestar melhores esclarecimentos.

  • LEMBRE-SE: Procure sempre orientação do seu médico e nutricionista!!!

Por: Lorena H. Lima Maia
Nutricionista
CRN6: 7485

Lorena Lima Maia, 31 anos. Casada com Felipe Maia e à espera do seu primeiro e tão esperado filho, que, recentemente veio a descoberta que será um príncipe e, irá se chamar Dante. Nutricionista e Empresária, especialista em Nutrição Clínica, apaixonada por Nutrição em Pediatria. Atualmente se divide entre administrar sua empresa de Produtos Naturais (Armazém Fit), onde é sócia juntamente com seu esposo e, prestar serviço em Saúde Pública em duas unidades de PSF´s do município de Cabedelo-PB. Sempre em busca de novos conhecimentos no mundo da nutrição. Seu estado atual pode-se definir: "no maravilhoso mundo da descoberta materna". Feliz, de bem com a vida, adora viajar e curtir a família.

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