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Desde que o mundo existe, muitos de nós dedicam-se a uma tarefa básica e complexa: cuidar e educar crianças. Ao longo do tempo, a cultura influencia e a forma deste fazer muda. Além dos pais biológicos ou adotivos, esta prática também envolve os substitutos: avós, tios,  cuidadores, padrinhos, madrinhas, educadores e profissionais da saúde. Todos buscando dar conta do investimento implícito no cuidar, que envolve disponibilidade (tempo real), responsabilidade e econômica e afetiva.

Tenho estudado nos últimos anos, com mais profundidade, sobre constituição psíquica, vínculos afetivos e relacionamento familiar; o que observo é que algo afeta e muito a personalidade de um indivíduo: os esteriótipos. Claro, outros aspetos são importantíssimos, mas chamo a atenção para este porque é como uma cola das nossas paredes internas, desde antes do nascimento, pois criamos expectativas em relação à concepção, gravidez, relacionamentos com outras pessoas e fases de vida.

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Assim, o bebê ainda está na barriga, mas a partir do momento em que aquela máquina chama ultrassom informa o gênero, inicia-se, para muitos pais, o processo de “determinação” das características da criança: cor do quarto, roupas e brinquedos. Porém, de forma geral, há certos comportamentos que independem das cores previamente “escolhidas”: as pesquisas intensas no campo da primeira infância, apresentam que bebês do sexo masculino são mais agressivos e ativos fisicamente (claro, com muitas exceções à regra) por uma relativa abundância de testosterona no útero materno.

Outra informação importante, é que, muito além do gênero, as crianças são fortemente atraídas por rostos, por óbvias razões de sobrevivência, assim, bonecas são brinquedos muito convidativos para todos os pequenos. Além disso, diversificar atividades é importante para a formação de muitos circuitos psíquicos e habilidades futuras: esportes, carrinhos e jogos de montar, estimulam as habilidades físicas e espaciais, enquanto bonecas, histórias e fantasias, desenvolvem as capacidades verbais e de coordenação motora.

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Para a maioria das diferenças, o ambiente, contexto em que a criança está inserida, é a chama que alimenta os esteriótipos. Assim, compreendê-las, pode oferecer aos adultos, ideias para contribuir positivamente com o desenvolvimento e talentos das crianças, independente de gênero ou cor da roupinha da maternidade.

Mayara Almeida é Psicóloga de orientação psicanalítica, Esp. em Gestão de Pessoas e pós-graduanda em Psicologia Clínica. Também é Escritora e membro do grupo de escritores Sol das Letras. Atua em consultório na cidade de João Pessoa/PB, atendendo, crianças, adolescentes e adultos. Cultiva um carinho todo especial pelo universo materno e infantil, por isto está aqui.

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