http://neuropsicopedagogianasaladeaula.blogspot.com.br/2012/10/neuromarketing-infantil-criancas-nas.html
Imagem: neuropsicopedagogia na sala de aula

Sempre achei complicado a influencia que a mídia exerce sobre as pessoas. No que comem, bebem, vestem, influencia comportamento, estilo, tendências e tantas outras coisas. Pessoas adultas se deixam envolver, vão na onda e seguem modelos que foi apresentado na última novela das nove ou em alguns programas de cotidiano adolescente. Se um adulto já faz escolhas questionáveis influenciados por um modismo oportunista, imagina uma criança ou adolescente, que não tem opinião formada e se deslumbram com o colorido, com um som, com uma novidade que o coleguinha mostrou na escola ou para se adequar a um determinado grupo.

Em alguns países é proibida a vinculação de propaganda voltada à criança em horários de programação infantil. Aqui, não há uma legislação especifica para podar excessos. Hoje, na TV aberta ou fechada, entre programas voltados para crianças, vemos anunciantes vendendo: Brinquedos, comidinhas lácteas desenvolvidas para sanar deficiências vitamínicas dos pequenos (quem não conhece, que compre), excursões para adolescentes, produtos de todos os tipos são mostrados nos intervalos dos programas, colocando na uma ideia nas cabeçinhas infantis, a ideia do consumo..

Hoje, as crianças são diferentes das de quando eu era criança.  São mais interessadas por equipamentos eletrônicos, são mais sós porque dentro de seus quartos estão um mundo de informação compactados em pequenos IPAD’s, Tablet’s, note books. A tecnologia tem influenciado no comportamento de nossas crianças. A maioria dos pequenos já sabe o que é um SELFIE, facebook, Whatsapp… Brincam menos com outras crianças e mais sozinhos, em seus mundinhos. Tal mudança de comportamento influencia também o mercado, que se atualiza e investi no que é tendência. Quem antes vendia DVD, botinhas, roupinhas voltada para os “baixinhos”, hoje, investe em tablet’s com jogos, acesso a internet para baixinhos e altinhos.

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A preocupação é não criar filhos consumistas, crianças que se preocupam só com o ter, independente do que precise ou da situação financeira dos pais. Crianças que barganham comportamento, que chantageiam emocionalmente os pais por um objeto de desejo.  Crianças que fazem greve de fome porque querem uma maquiagem quando a mãe já falou que era muito cedo para isso. Esse tipo de comportamento deve ser observado e não estimulado pelos pais, que tem a visão geral do que a criança precisa ou não. O que acrescenta ao seu desenvolvimento ou não. A busca incansável por novidades apresentadas em propagandas voltadas aos pequenos pode criar expectativas e ansiedade.  O ideal é manter o diálogo e não se deixar levar pela persuasão infantil, que pode vim de acessos de choros e esperneio. Mantenha-se firme. Você sabe o que é melhor para seu filho. O consumo deve ser consciente!!

Assistente social formada pela UFPB, ama sua profissão, mas tem outras paixões e escrever é uma delas. Por isso, cursou Letras até o sétimo período, mas parou quando Maria Paula nasceu e se viu renascendo como gente, como ser vivente. É casada, trabalha, estuda e é mãe apaixonada. Ama poemizar a vida, transformar sentimentos em palavras e é melhor escrevendo que falando.

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