Durante a gestação, a mudança no corpo feminino é visível. Somos preparadas para comportar o crescimento de um pequeno ser o qual habitará em nós durante meses. Não importa quantos quilos estamos a mais, se a raiz do cabelo tingido está aparecendo, o nariz inchado e a pele cheia de espinhas, a maioria das pessoas concorda que a beleza é algo inerente a gestante. Por onde passa uma grávida, olhos e sorrisos saltam, as vezes chega a ser constrangedor. Rs

ensaio grávidaimagem: http://www.otempo.com.br

Bom seria se as mudanças corporais do pós parto fossem encaradas da mesma forma, tanto pela nova mãe, quanto pelas pessoas que com ela convivem. Se as estrias, a flacidez e os quilos que insistem em permanecer, fossem vistos com naturalidade e neles encontrássemos também beleza, muitas mulheres curtiriam o puerpério, momento tão delicado e especial, mais levemente.

Infelizmente, vivemos em uma sociedade que supervaloriza a aparência, além disso, estamos muito apegados a padrões estabelecidos sabe-se lá por quem, os quais são quase impossíveis de atingir. Já vi pessoas afirmarem que querem fazer cesárea pra sair maquiada e de escova na “foto do parto”, gente que abriu mão de amamamentar para o peito não cair, grávida enlouquecendo com vontade de comer um chocolate, mas se privando para não consumir aquelas calorias. Embora eu não tenha nada a ver com as escolhas dessas pessoas, é inegável que foram guiadas pelo desejo de se manter de acordo com modelos considerados belos.

corpoimagem: http://4thtrimesterbodies.com/gallery/

Mas quem determina o que tem ou não beleza? Sempre fui magrela e sempre ouvi que precisava engordar. Acreditei nisso a vida inteira e por mais que tentasse nunca consegui transformar meu corpo “magra de ruim”. Há pouco tempo, percebi que gostava do que via no espelho, portanto não fazia sentido querer mudar. Embora poucos se enquadrem nos modelos de perfeição sustentados pelas mentiras da mídia, muitos se acham no direito de apontar os “defeitos” e acabam minando a autoestima dos outros.

Seria maravilhoso para todo mundo, não só para as recém paridas, se conseguíssemos nos livrar dos padrões de beleza vigentes, sem que outras normas fossem criadas. Não é preciso abolir a moda ou os cuidados corporais, mas entender e respeitar que existem diversas formas de corpo, cores, tipos de cabelo (e que nenhum deles é ruim), gostos e que ninguém é inferior por não se submeter a determinados paradigmas ou não se enquadrar neles!

tire seus padroes do meu corpoimagem: http://mente-hiperativa2.blogspot.com.br/2012/06/tire-seus-padroes-do-meu-corpo.html

Precisamos reeducar nosso olhar, esquecer o que ouvimos e até repetimos, procurar o belo em nós e no que é diferente. Mudar essa ditadura da beleza é um processo que ocorre de dentro pra fora, afinal, a beleza não está nos olhos de quem vê, mas em sentir-se bem, bonito e feliz como somos.

Mãe do criativo Benício e do irresistível Danilo, Laís é, em tempo integral, pirata, dinossauro, assistente de mágico e inventora de brincadeiras. Nas horas vagas, a professora de português é letra, ponto a ponto, objetiva. Fascinada por tudo que envolve educação parental, disciplina positiva e criação com apego, aprende todos os dias, com seus meninos, como ser uma pessoa melhor e divide suas experiências no instagram @desplanos. Cristã.

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