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O mundo está cada vez mais tecnológico, e isso ninguém pode negar. No Brasil, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Opinião e Pesquisa Estatística (IBOPE), meninos e meninas brasileiros permanecem em média 17 horas conectados ao longo de um mês, número significativo quando comparado a outros países, como é o caso da França, onde as crianças ficam conectadas cerca de 10 horas mensais. Esse período, porém, pode ser proveitoso se monitorado e voltado aos benefícios que o universo digital pode trazer durante a fase escolar, como com o aprendizado de programação de computadores e robótica. “A tecnologia, quando bem direcionada, pode se tornar uma das maiores aliadas do desenvolvimento infanto-juvenil”, destaca Rodrigo Santos, fundador da Happy Code.

Confira cinco motivos para pais e educadores incentivarem o contato de seus filhos e alunos com computadores e dispositivos móveis:

– Incentivo do aprendizado das disciplinas regulares (matemática, física e inglês): o aprendizado da programação combinado com as aulas ministradas regularmente nas escolas, permite que as crianças e jovens apliquem na prática conceitos teóricos de matemática e física, dando a eles a percepção de aplicação das matérias no cotidiano. Isso desperta o interesse pelos conteúdos, porque as crianças aprendem brincando. O inglês, por sua vez, é amplamente introduzido porque os comandos estão todos na língua inglesa, por isso, ao aprender o conteúdo os jovens conseguem fazer uma correlação de ambas línguas.

– Desenvolvimento de competências: raciocínio lógico e resolução de problemas: o contato com a tecnologia bem direcionada e aliada ao aprendizado de programação desenvolve o pensamento humano para sempre buscar a melhor, mais eficaz e eficiente solução para determinado problema.

– Estímulo da imaginação e criatividade: o contato com a tecnologia e, consequente ensino de programação, estimula a criatividade e o pensamento crítico, melhorando, assim, o desempenho escolar. Isso porque as crianças são direcionadas de ponta a ponta a inovarem em seus projetos pessoais.

– Habilidade fundamental do século: saber usar smartphones, computadores e tablets não é mais um pré-requisito, mas, sim, uma habilidade fundamental para o dia-a-dia. A tecnologia, que antes era vista como uma das maiores inimigas do aprendizado na escola e, geralmente, banida da sala de aula por conta da dispersão e falta de atenção, hoje já está sendo usada como aliada para prender a atenção e atrair o interesse da turma.

– Mercado de trabalho: existe uma alta demanda por profissionais qualificados na área de tecnologia, e os números comprovam essa tendência. Em 2022, haverá um déficit de cerca de 400 mil¹ profissionais do ramo de tecnologia; e nos Estados Unidos, por exemplo, em dez anos, haverá 1,4 milhão² de vagas de trabalho na área de ciência da computação e só 400 mil profissionais estarão capacitados para assumir essas ocupações.

Aliar tecnologia à grade curricular é uma forma de oferecer aos alunos a possibilidade de compreender o que está por trás deste universo ao mesmo tempo comum e inexplorado. No Brasil, o ensino de tecnologia e programação para crianças é um serviço em ascensão, tanto dentro dos colégios regulares, como em escolas especializadas na temática.

Com o objetivo de desenvolver multidisciplinarmente as crianças, a Happy Code – escola pioneira de programação e robótica para crianças e adolescentes de cinco a 17 anos – traz em sua grade curricular os cursos regulares: Code School, no qual os alunos aprendem os conceitos básicos de programação e a produzir os seus próprios games 2D, 3D e aplicativos; Robotics, focado na construção de drones autônomos, em que os alunos aprendem os conceitos de montagem mecânica, eletrônica e programação; Game Academy, que os ensina a criar os seus próprios jogos utilizando o Unity, a ferramenta profissional de criação de jogos mais utilizada do mercado (o Pokémon GO foi criado por meio do Unity), além dos cursos de curta duração: Minecraft Modding e YouTuber que, ao aliarem o ensino e a tecnologia, despertam, além da demanda existente por programadores, os benefícios individuais do pensamento computacional.

¹Fonte: Softex – Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro
²Fonte: Code.org

Mariana é paraibana, mas vive atualmente em Aveiro - Portugal. Mãe de Aécio e esposa de Renato, publicitária, especialista em Criação Visual e Multimídia, trabalha com marketing, comunicação e eventos. É fundadora do Mãe do Ano e, além dele, é responsável pelo Roteiro Baby Aveiro, que divulga a programação infantil na cidade de Aveiro.

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