A orientadora educacional do Colégio Humboldt, Karin Kenzler, dá dicas do que fazer ou não fazer durante o mês de julho

 Para o alívio da garotada, as férias de julho já estão batendo na porta das escolas de todo o Brasil. Porém, a questão de o que fazer (ou não fazer) durante as férias ainda gera controvérsias entre pais e alunos. Por isso, a psicóloga e orientadora educacional do Colégio Humboldt, Karin Kenzler, dá algumas dicas para aproveitar esse tempo longe das tarefas da melhor maneira possível.

1-     Respiro dos estudos

O período de férias foi programado para que os alunos tenham um respiro não só dos estudos, como também da rotina de ficar grande parte do dia dentro de sala de aula. Para Karin, a prioridade deve ser descansar e não estudar, com exceção em situações exclusivas, como vestibulandos ou alunos com alguma reprovação e dificuldade. “Nesses casos eles precisam trabalhar um pouco para não perder o ritmo, mas nada exagerado”, destaca a orientadora. “Mas um aluno fora dessas condições deve descansar, porque o semestre exige muito dos alunos, ficar confinado na sala de aula é extremamente exaustivo”.

2-     Oposição ao período de aulas

Segundo Karin, os jovens devem fazer atividades diferentes daquilo que estão habituados, uma vez que as férias representam uma oposição ao período de estudos. “Durante as aulas, os alunos ficam o dia todo dentro de uma sala de aula com pouco movimento. Por isso, não seria legal que nas férias eles fiquem trancados dentro do quarto, jogando vídeo game, mexendo no computador”, explica Karin. Para ela, o ideal é que eles façam passeios, esportes e conheçam lugares novos.

3-     Equilibrar lazer e estudos

Apesar das férias focarem no descanso, Karin aconselha fazer atividades educativas e revisar o conteúdo na última semana antes da volta às aulas. “A ideia é que o aluno não fique saturado, mas ele não deve voltar de paraquedas para as aulas; é preciso voltar um pouco à rotina antes, conscientizar de que as aulas estão chegando e que precisam se acostumar com o ritmo”, ressalta.

Para fazer esse equilíbrio entre lazer e estudos, a orientadora recomenda uma leitura ou atividade no máximo, mas não uma tarefa de férias.  “As férias são um momento de dar uma espairecida. Não ficar forçando todo dia. Descarregar essa sobrecarga do período de aulas aumenta a capacidade de absorção no retorno”, completa.

4-     O que fazer com as crianças?

Para os pais, a dica é levar as crianças e adolescentes para fazerem atividades ao ar livre, viagens, conhecerem lugares novos, irem a parques e museus. “No período de aula eles conhecem as coisas através dos livros, do computador. Então, nas férias, o ideal é proporcionar conhecimento de uma forma mais expansiva, do lado de fora da sala de aula”, explica Karin.

Para ela, é essencial incentivar atividades que possam despertar interesses e ampliem a cultura e referências dos pequenos. “O papel dos pais durante as férias está em promover conhecimento, mas não daquela forma didática, lendo, estudando, decorando; mas de uma forma diferente e aberta”.

5-     Cuidado com a disciplina

É comum que os pais relaxem com os horários e com a rotina durante o período de férias. Porém, Karin alerta que é preciso manter o ritmo, principalmente com crianças pequenas. “Elas não devem dormir cedo e acordar cedo em função de aula. Isso é coisa biológica, criança pequena precisa ter uma rotina. Não pode largar mão, deixar dormir super tarde, ou deixar jogar vídeo game o dia todo”, afirma a orientadora. “Ter uma rotina é necessidade delas, independentemente da escola. Rotina estrutura e organiza a criança. Uma criança criada sem essa estrutura se torna uma criança manhosa, sem limites”, finaliza.

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